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Histórias do Carnaval

A História do Carnaval no Brasil

A alegria do carnaval no Brasil, em todos os tempos!

É difícil dizer ao certo onde o Carnaval teve sua origem. Alguns historiadores dizem que nas festas em que os gregos e os romanos comemoravam suas colheitas; outros, nas festas egípcias, mas não se pode precisar realmente, porque essas festas também foram se transformando com o passar do tempo e com as mudanças sócio-culturais.

Assim como também não temos certeza da origem e significado da palavra Carnaval, sendo uma das possibilidades ter se originado do termo do latim “carnem levare”, modificada, depois, para “carne, vale!” (adeus, carne!), palavra que anunciava a retirada da carne das refeições por causa da Quaresma.

Mas sabe-se que, desde a idade média, o Carnaval está associado ao calendário cristão e representava, naquela época, o período de festas profanas que se iniciava ou a partir de 25 de dezembro, ou no Dia de Reis, e se estendia até a Quarta-Feira de Cinzas, quando começavam os jejuns da Quaresma.

Hoje, o Carnaval é considerado o período festivo, de comemorações de três dias, que começa no sábado e termina na Quarta-Feira de Cinzas, com o início da Quaresma, que se estende por quarenta dias até o domingo de Páscoa.

O certo é que esse tipo de celebração existe em vários lugares do mundo, há muito tempo, com características e rituais diferentes.

No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses. Era uma festa de rua, muitas vezes violenta, onde eram cometidos muitos abusos. Seu nome era entrudo — palavra que vem do latim introitus e que significa introdução, começo, no caso, era o início das solenidades da Quaresma.

O Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa em que os escravos festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, laranja podre, restos de comida, cal, ovos, goma ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata.

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval jogando de suas janelas um líquido pouco cheiroso na cabeça dos passantes.

Esse tipo de brincadeira, com o passar do tempo, foi gerando muitos protestos; as pessoas evitavam sair às ruas e as classes mais favorecidas se divertiam em bailes e em salões fechados. Após uma intensa campanha da sociedade e de jornalistas contra a forma violenta do entrudo, os desfiles de rua começaram a se organizar e abrir espaço para outras formas de comemoração, com fantasias, máscaras, confetes, serpentinas, lança-perfumes e as marchinhas carnavalescas.

Apareceram também os blocos e cordões, grupos que, mais tarde, dariam origem às escolas de samba. Eram formados por negros, mulatos e brancos de origem humilde. Mostravam forte influência dos rituais festivos e religiosos trazidos da África, música própria, instrumentos de percussão, desfilando com estandarte e comandados pelo apito de um mestre. Daí a importância que tiveram para a formação das futuras escolas de samba.

A partir dos anos setenta, a televisão começou a tratar o Carnaval como um grande espetáculo e as escolas de samba passaram a ter mais visibilidade e investimentos, principalmente no Rio de Janeiro.

Hoje se observa que em todos os estados há a manutenção de algumas características regionais, como, por exemplo, na Bahia e em Pernambuco, com seus blocos, carnaval de rua, bonecos gigantes, e o acréscimo de outras, como os trios elétricos, ou os desfiles das escolas de samba, em São Paulo. Parece haver também uma tendência a uma padronização com bailes de salão, simples ou de gala, matinês especiais para crianças, concursos de fantasias e desfiles de escolas de samba.

 

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